Empresas com menos dívidas e menos dependência bancária

Um debate sobre excessos: de endividamento de empresas, de stocks excessivos e dependencia bancária, alguns dos problemas identificados na conversa sobre capitalização das empresas, no ISCTE, que pretendeu dar a conhecer as 131 medidas do progarma nacional de reformas, que neste capitulo quer tornar processos mais céleres e evitar a falência de projetos empresariais que podem ser viáveis, não só com medidas de financiamento, mas também medidas de estímulo fiscal.

Pedro Siza Vieira, membro da Estrutura de Missão defendeu que é preciso incentivar o reforço de capitais e trabalhar outras formas de financiamento das empresas que não o bancário. Na perspectiva dos Revisores oficiais de Contas, José Azevedo Rodrigues, reconheceu que a dívida é um problema de peso das empresas, bem como, o acesso a informação e a falta de qualificação.

Presente neste debate, Salomé Rafael, presidente da Nersant – Associação Empresarial do Distrito de Santarém, aplaudiu as medidas de capitalização das empresas, mas espera resultados também das medidas de reestruturação empresarial.

Ao todo são mais de 3400 milhões de euros previstos no programa para apoio a 9300 empresas, a capitalizar até 2020. São verbas vindas de 3 fontes de financiamento diferentes. Cerca de 700 milhões de euros do OE -orçamento de estado, outros mil e 300 milhões de euros de fundos do Portugal 2020 e ainda mil e 400 milhões do chamado Plano Junker.

São medidas que passam pelo programa Capitalizar, em consulta pública até 14 de abril e outras propostas inseridas no novo regime extrajudicial de recuperação de empresas, que passa pela adesão voluntária e não obrigatória de empresas. Para tornar mais eficaz o diagnóstico da situação, também é criada a figura de um mediador, que vai ajudar as empresas a preparar um programa para negociar junto de credores e evitar o caminho para a insolvência.

Mas para o ministro da economia, Manuel Caldeira Cabral, o plano está em curso, só que há ainda um longo diálogo com vários parceiros, para a bom porto, chegar o programa nacional de reformas.

O ministo defende que há uma série de medidas fiscais que já foram implementadas e que têm um efeito importante e acrescenta que é necessário que o processo de resstruturação das empresas seja feito cada vez mais cedo, de forma mais rápida e mais flexivel.

Depois do debate no ISCTE sobre medidas com as quais o governo quer contribuir para o aumento de capitais próprios das empresas, na ordem dos 2 mil e 78 milhões de euros, este ciclo de debates segue para a Universidade do Porto para abordar outros pilares do Programa Nacional de Reformas.

Ana Maria Ramos, TSF

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